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Da árvore frondosa
ouve-se um som matinal ...
Os bem-te-vis cantam.
Tela colorida
com traços de Primavera...
pétalas caídas.
Em frente ao portão
Há um flamboyant florido...
Aroma na rua.
Quadro na parede ...
E, na cabeça de Cristo,
cravada a coroa.
Átomos de chuva...
A garoa sucessiva
umedece o solo ...
Nos dias nublados
o sol ameno de inverno
aquece as montanhas.
Madrugada longa.
Os pés cansados repousam
nas meias de lã...
Do capim rasteiro
vêm uns cri-cris estridentes...
Seresta de grilos ...
De braços abertos
o espantalho no roçado
parece uma cruz.
"Moda" no pomar ...
Há laranjas-da-baía
de umbigo de fora ...
Gaivotas planando
escrevem versos de amor
nas linhas do espaço ...
Num galho franzino
canta um passarinho triste,
sem amor, sem ninho.
No céu de verão
uma estrela cintilante
pisca no Infinito.
Primeiro de Maio ...
Os trabalhadores folgam
e fazem a festa.
Nos meses de outono
o vento desnuda as árvores...
Tapetes florais ...
Canoa quebrada ...
Há forte vento de outono
na margem do rio.
A brisa do outono
deixa nos ramos das árvores
poeira de orvalho.
De bruços no Céu
numa noite nevoenta
piscava uma estrela.
As Nuvens de outono
salpicam no solo fértil
gotas de sereno.
Fanfarra no céu.
Pauta musical rompida -
Relâmpago a vista.
Tarde ensolarada ...
no Sertão, chuva de gelo -
primeiro de abril.
Nuvens na amplidão
salpicam no solo fértil
gotas de sereno.
O espelho do lago
em noite de Lua Cheia
retrata São Jorge.
Outono sem chuva.
As plantas matam a sede
com pingos de orvalho.
Verão tenebroso.
Raios despencam do céu
com riscos de luz.
Tarde de verão
muitas nuvens coloridas
matizam o céu.
O espelho do rio
nas noites de Lua-Cheia
retrata as estrelas.
O Sol da manhã
espalhou fios dourados
sobre a vidraça.
Chuva criadeira
vai molhando devagar -
Baixa temperatura.
Nos dias de outono
as águas passeiam lentas
pelas ruas sujas. |